Contagem decrescente

sábado, 5 de janeiro de 2008

O implacável ser invisível

Há uma semana atrás fui vítima de uma agressão vil e cobarde. Dirigi-me a um restaurante para efectuar uma reserva para a passagem de ano (não é preciso ter ciúmes, minhas queridas amigas, pois tratou-se apenas de um jantar que reunia um grupo de bons amigos, em perfeita harmonia de reveillon). Devo referir que fui apenas efectuar a reserva e deixei o carro mal estacionado (espero que ninguém da Polícia Municipal leia este blog). Estava, pois, cheio de pressa para regressar à minha viatura, que deixei a trabalhar, num lugar reservado a deficientes (e quase fazia jus ao lugar…). Saí disparado, a correr, quando fui surpreendido por um ser invisível que me bateu violentamente no nariz. Imaginem a minha surpresa ao ser inesperada e barbaramente agredido no nariz sem ter dado conta previamente de qualquer ameaça potencial!

E eis que se fez luz no meu espírito, algo apagado naquele dia, quando ouvi um impacto violento do ser invisível contra a parede, no instante imediato após a agressão de que fora vítima. Percebi então que se tratava de uma porta de vidro que estava lá, tranquilamente fechada, à espera que alguém a abrisse delicadamente e com toda a tranquilidade. A minha corrida desenfreada de cinco metros sem obstáculos terminou com toda aquela pacatez, própria de um restaurante ainda fechado ao público, ao perturbar o repouso transparente daquela porta. E ela era de facto transparente, daí a sua invisibilidade. A pancada foi forte e violenta; a porta, feita de um vidro espesso, pesada, acabou projectada contra a parede, abrindo num ângulo de 90 graus e produzindo um ruído verdadeiramente apocalíptico. Pensei, por instantes, que tinha destruído aquele ser invisível, despedaçando-o em mil bocados apenas com a força de projecção do meu nariz. Mas não, a porta era resistente e não partiu, apesar da violência do embate (ou dos dois embates, se preferirem: primeiro com o meu nariz, e depois com a parede).

Depois, pude finalmente preocupar-me com o meu nariz. O choque inicial, mais do que dor, provocou-me uma enorme surpresa, pois não estava mesmo nada à espera de uma interrupção tão firme na minha corrida decidida. Pensei então, na minha ingenuidade mais pura, que estava tudo bem com o meu nariz e que poderia seguir o meu caminho, dado que a porta até tinha ficado inteira. Reparei, porém, que os funcionários do restaurante, que tinham acabado de chegar para preparar a recepção aos inúmeros clientes de uma noite fria de sábado, olhavam para mim de uma forma esquisita, como se eu fosse portador da peste bubónica. Contrariamente ao que pensava, estava a sangrar abundantemente pelo nariz.

Pela primeira vez na vida fui assistido pelo INEM. Espero, se tal se repetir, que seja em circunstâncias semelhantes, pois acabou por ser uma experiência pouco dolorosa e, de alguma forma, bem-disposta. Não parti o nariz, apenas fiquei com o nariz inchado, negro e com uma pequena ferida e já estou quase pronto para outra.

Tranquilizai-vos, pois, minhas queridas noivas, não há ser invisível que impeça o meu casamento. Estou aqui de braços abertos, (quase) intacto, à espera do meu amor, da minha paixão. Simplesmente não vos recomendo que comam arroz de cabidela nos próximos tempos, nos restaurantes de Coimbra.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Mensagem de Ano Novo de Sua Excelência, o Noivo

Minhas queridas amigas e potenciais candidatas a noivas,

Chegou ao fim o ano civil em que se estreou este blog. Fazendo um balanço preliminar, podemos afirmar com segurança que foi um ano difícil, marcado por uma crise de candidaturas muito pronunciada. Efectivamente, não houve ainda nenhuma candidata voluntária (a única candidata, Anna Semenovich, é uma candidata VIP que não sabe sequer que o seu noivo existe e está aqui desesperado à espera da sua querida patinadora russa). A crise é evidente e não adianta enterrar a cabeça na areia. Sabemos que existirão movimentos de oposição ao casamento que procurarão por todos os meios retirar desta crise dividendos nupciais. Mas não é nossa intenção desistir. Continuaremos firmes e de cabeça erguida em busca da noiva tão ansiada.

2008 será um ano certamente melhor do que 2007. Lutaremos com todas as nossas forças contra os obstáculos que se nos depararem e procuraremos levar por diante as nossas ideias, de forma a cumprir os objectivos pré-determinados. A oposição tentará, como tem feito, impedir a prossecução dos projectos matrimoniais por nós delineados, mas a nossa determinação e o nosso compromisso com todas as candidatas a noivas serão mais fortes. Estaremos sempre disponíveis para ouvir os pontos de vista daqueles que se nos opõem, mas jamais colocaremos em causa aquilo que são as metas traçadas com vista ao casamento em 7 de Julho de 2009. Tentaremos fazer deste ano civil que agora se inicia um ano mais profícuo em criatividade nupcial, um ano em que haja maior atractividade para a apresentação de candidaturas. E face a esse clima matrimonial mais favorável que procuraremos incentivar, começarão a surgir, naturalmente, as candidaturas tão necessárias para o saudável desenvolvimento do processo nupcial.

Sabemos que há ainda muito por fazer (não esquecemos, por exemplo, o inesperado atraso na fotografia a fazer o pino, mas estão a ser criadas as condições para que possamos entrar na fase de conclusão da obra). Todavia, orgulhamo-nos da obra feita e continuaremos a trabalhar em prol da comunidade, desde candidatas a simples convidados, de modo a podermos oferecer aos nossos filhos um futuro mais brilhante.

Desejamos, pois, a todos os intervenientes no casamento um ano de 2008 muito feliz e com muito sucesso, sobretudo na esfera matrimonial.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ho! Ho! Ho!

Desejo a todos quantos lêem este blog um Natal muito feliz. Ao Pai Natal peço apenas que me traga a minha noiva...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Mais crianças para Portugal

O Presidente Cavaco Silva lançou há dias a terrível questão: “o que é que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?” Preocupado com esta temática, e naturalmente desejoso de poder contribuir para a resolução do problema, o vosso noivo preferido decidiu reflectir sobre o caso em questão (esta expressão traz-me à memória as longínquas aulas de Economia Internacional e as saudáveis confusões com a economia desse belo país que é o Cazaquistão; mas quem não teve a sorte de ter sido pupilo do Professor Júlio Mota, na FEUC, não sabe do que eu estou a falar).

Muitas são as sugestões que ouvimos frequentemente na praça pública. Pedro Abrunhosa não se coibiu, em tempos, de sugerir um pragmático “talvez foder”. Devemos atentar, porém, que o simples acto da fornicação, em si mesmo, não é condição suficiente (embora seja condição necessária, pois, apesar de podermos considerar a inseminação artificial como um método alternativo, nada é mais simples e barato que a introdução determinada de um pénis vigoroso numa vagina acolhedora). Copular em larga escala não garante, pois, por si só, a subida da taxa de natalidade. Com efeito, e face aos diversos métodos contraceptivos disponíveis, hoje em dia é perfeitamente possível manter relações heterossexuais sem o temível receio de conceber uma criatura. Isto já para não falar nas escolhas alternativas de sexualidade, de que é exemplo máximo a homossexualidade (esses bem podem foder como se não houvesse amanhã, que nunca hão-de conseguir contribuir para aumentar o número de criancinhas).

Outras mentes mais infantis (hoje em dia só mesmo criancinhas de muito tenra idade) poderão pensar numa solução mais ecológica, nomeadamente na criação de condições infra-estruturais para o incremento da população de cegonhas. Obviamente isto não resulta, pois como toda a gente sabe, com os constrangimentos relacionados com a gripe das aves, hoje em dia não é permitido o tráfego aéreo internacional de cegonhas, ainda que dentro do espaço Schengen. Isto inviabiliza por completo as viagens das cegonhas de França para Portugal, ainda para mais transportando bebés. Seria terrível se uma cegonha portadora do vírus H5N1 deixasse cair um bebé em pleno voo ao abrir o bico para espirrar.

Outras soluções, mais ou menos elaboradas, são apontadas por sectores distintos da sociedade, desde incentivos financeiros à natalidade, combate à precariedade no emprego, construção de mais creches e jardins-de-infância, entre outras medidas. Penso que todas estas medidas podem dar um contributo para que haja mais crianças, mas devo confessar algum cepticismo quanto ao seu grau eficácia. Na verdade, penso que o contributo global destas medidas seria diminuto, sobretudo no curto prazo.

E é por tudo isto que eu penso ser forçosa a tomada de medidas mais radicais, que garantam de facto, e tão cedo quanto possível, um aumento sustentável e evidente da taxa de natalidade. As soluções que preconizo ficam para um próximo post, deixando no ar esta questão em aberto, para reflexão de todos quantos lêem este blog.

Aproveito para informar que já consigo fazer o pino. Agora é só reunir as condições adequadas em termos de logística e de agenda para poder tirar a tal foto tão aguardada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Pinar não é fácil

Quando lancei o passatempo sobre a foto a ser publicada neste blog estava longe de imaginar a alhada em que me estava a meter. A alternativa vencedora, que me obriga a tirar uma foto a fazer o pino, colocou-me perante uma verdadeira tarefa hercúlea. Fazer o pino não é tão fácil como parece. Longe vão os tempos em que eu, sem qualquer hesitação ou dificuldade, me lançava no abismo e ficava de pernas para o ar. Era um verdadeiro pinante.

Agora as coisas estão mais complicadas. Em dez tentativas consecutivas obtive o mesmo número de insucessos. Tenho as atenuantes de já não tentar há muito tempo (um gajo perde a prática e depois é lixado), de estar de botas (sempre é um peso extra), de ter tentado num espaço muito reduzido (muitas foram as vezes em que o movimento ascendente das minhas pernas foi travado por alguns vasos de flores que se encontravam próximos) e de ter acabado de chegar a casa depois de uma sessão de ginásio (completamente esgotado, naturalmente).

Prometo continuar a tentar, de preferência noutras circunstâncias mais propiciadoras do acto do pinanço propriamente dito. Assim que conseguir vou tentar tirar a foto (outra dificuldade, por ter que conseguir fazer o pino na janela de tempo adequada e no enquadramento espacial correcto).

Em jeito de desabafo, que diabo, mais valia tirar uma foto nu.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Candidata VIP #1

O prometido é devido. Apresento-vos, meus caros leitores (gajas e gajos, mas sobretudo gajos e lésbicas, por razões óbvias, que saltam à vistam), a minha primeira candidata a noiva.



Chama-se Anna Semenovich e é a principal razão pela qual eu votaria Manuel João Vieira para a presidência da República (relembro que foi ele que prometeu uma patinadora russa para cada português, caso fosse eleito). Recentemente integrou também a girls-band russa Blestyaschiye (podem dizer “santinho” porque eu estou mesmo constipado) e já deu os primeiros passos como actriz. É, pois, uma rapariga muito dotada (a foto não me deixa mentir), com qualidades mais do que suficientes para que eu a considere como uma candidata muito séria para o anunciado enlace matrimonial.

Tenho muita pena que o mês de Novembro esteja a terminar, pois o virar de página do calendário que tenho no meu quarto vai retirar de cena esta miúda, que todos os dias me faz acordar muitíssimo bem-disposto. É esta a razão pela qual eu decidi agraciar esta monumental mulher com o privilégio de ser a primeira candidata (ainda que ela não saiba).

Chamo a atenção, apenas aos mais distraídos, para o fenomenal par de… olhos. E recomendo uma pesquisa mais volumosa num qualquer motor de busca, para quem quiser confirmar os dotes da moça (se é que ainda restam dúvidas).

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Férias!

Estou de férias! Não me apetece fazer um caralho! Mas vou tentar dedicar mais atenção à busca pela minha noiva. Pode ser que a encontre por aí, num destes gélidos dias de Outono, que os nossos olhares se cruzem e que o casamento fique de imediato inscrito nas páginas do destino. E pode ser também que eu consiga finalmente pinar, de modo a dar cumprimento ao resultado da sondagem já concluída, e que tenha o ânimo que me tem faltado para apresentar a primeira candidata a noiva. De qualquer forma, esta longa espera vai ser devidamente recompensada...

E antes que me esqueça, devo informar os meus parcos mas respeitáveis leitores que concluí na passada sexta-feira a bonita idade de 1550 semanas de existência. Muitos dirão que já tenho idade para ter juízo. Mas a esses só poderei deixar o meu pedido de desculpas antecipado pela desilusão que lhes possa causar.

E já agora, feliz Natal!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O regresso do noivo

Peço desculpa pela ausência nos últimos dias. Tive uns problemas informáticos para resolver e fui forçado a manter o silêncio. Mas já é tempo de tirar o sono a mais uns quantos indivíduos com a verborreia mental que me assiste. A inspiração vai voltar a iluminar-me o espírito e as postas vão regressar em força (se não for de outra forma, que seja no prato, pois até já falta pouco para o Natal).

Em breve será anunciada a primeira candidata a noiva. E, claro, eu não me esqueci da tal foto do pino...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Tá a fazer o pino!

Está encerrado o inquérito! Apenas 9 leitores deste blog votaram, mas, independentemente do número, a sua vontade será respeitada. Os resultados são esclarecedores:
- 7 pessoas querem uma foto minha a fazer o pino;
- 1 pessoa pretendia que eu tirasse uma foto nu (felizmente esta hipótese não ganhou, porque já está fresquinho e eu não quero diminuir ainda mais a audiência deste blog);
- 1 pessoa gostaria de visualizar o meu umbigo (posso assegurar que é um umbigo igual a tantos outros, não tem nada de especial);
- ninguém quer ver a maior cicatriz do meu corpo (já que ninguém quer saber, não vou sequer revelar onde é).

Assim sendo, nada mais me resta do que fazer a vontade à maioria. Em breve (não sei bem quando) tirarei uma foto a fazer o pino (a pinar, portanto). Entretanto, vou ter que pensar como raio é que vou conseguir tirar uma foto a fazer o pino, mas alguma coisa se há-de arranjar. Não desesperem, pois, se isto demorar algum tempo. A promessa está feita: a foto será publicada.

sábado, 20 de outubro de 2007

Under Satanae

“Masturbar-me-ia sobre a tua divindade,
Enrabar-te-ia se a tua fraca existência
Oferecesse um cu à minha incontinência;
Meu braço o coração te viria a arrancar
Para com o meu fundo horror melhor te penetrar.”

Com estas linhas, da autoria do saudoso Marquês de Sade, lanço o mote para uma sugestão auditiva: o novo trabalho dos Moonspell, “Under Satanae”. Não sendo um álbum novo, na sua essência, trata-se de uma regravação de temas antigos, do EP “Under The Moonspell” (1994) e das demos “Anno Satanae” (1993) e “Serpent Angel” (1992). É, sem dúvida, um trabalho de inquestionável qualidade, cuja audição não deixa ninguém indiferente (para o bem ou para o mal). São 50 minutos e 32 segundos do melhor black metal luso! Um excepcional aperitivo para o novo álbum, que aguardo com insaciável expectativa, e que deverá chegar aos nossos ouvidos e licantrópicos corações em 2008. Não percam!

“I worship thee, (for) they are my weapons to hurt god.”

domingo, 14 de outubro de 2007

A boda

Pondo de parte as rimas fáceis, há um assunto ao qual eu não tenho dado a devida atenção: a boda. Qualquer casamento que se preze envolve uma boda com convidados, comida, bebida e muita animação. E foi a pensar na animação que recuperei um anúncio que encontrei há já algum tempo.



E esta seria, com certeza, uma boda com animação garantida…

domingo, 7 de outubro de 2007

Novo passatempo / sondagem

Não tenho postado com a regularidade que se impõe e que eu próprio desejaria. Tenho consciência disso e por tal peço desculpa às minhas queridas leitoras e aos meus, vá lá, amigos leitores. A minha fraca produtividade não se deve, ao contrário do que muitos pensarão, a um desinteresse crescente e a uma desmotivação avassaladora nesta minha busca pela minha noiva. Pelo contrário, estou mais determinado que nunca, apesar de ainda não ter qualquer indício positivo, qualquer aperitivo nupcial, nesta minha epopeia cupidesca suicida (se encararmos Cupido como um tipo de fraca pontaria que anda a disparar flechas em todas as direcções, e assumindo eu, neste caso o papel simultâneo do atirador e do alvo, podemos encarar isto como uma tarefa suicida).

Também não é por falta de inspiração que tenho escrito tão pouco. Basta pensar na minha noiva, algures por aí, com o seu destino traçado no horizonte para se cruzar com o meu, para logo se me encher a veia criativa e começarem a jorrar as ideias que alimentam este blog.

Dois factores têm contribuído para o meu fraco desempenho quantitativo (e quiçá qualitativo, mas isso já não é a mim que compete avaliar): a falta de tempo e os problemas informáticos. Falta de tempo, porque entre trabalho e outros afazeres pouco tempo me resta para o lazer propriamente dito. Por exemplo, completei recentemente o meu sexto mês de ginásio, o que constitui um marco importante, como barreira psicológica. Mantenho um grande entusiasmo nesta actividade, talvez até de forma crescente, mas acaba por me retirar muito tempo, pois sempre são três sessões semanais. De qualquer forma, faço-o com toda a vontade e determinação, pois quero estar em plena forma quando encontrar a minha noivinha. Os problemas informáticos têm-me abrandado substancialmente a veia criadora, na medida em que me obrigam a perder tempo para os resolver e porque me impedem de aceder ao blog. Espero, todavia, ultrapassá-los, em breve.

Para vos compensar, decidi revelar um pouco mais de mim. Desta forma, vou lançar um novo passatempo, se assim lhe podemos chamar. Poderão agora escolher uma de quatro possibilidades na sondagem já disponível neste blog, que coloca nas mãos das leitoras e dos leitores a foto que publicarei aqui. Tirarei uma foto, a publicar de acordo com a opção mais votada até ao final do mês de Outubro. Podem decidir se vou tirar uma foto nu, à maior cicatriz do meu corpo, a fazer o pino ou ao meu umbigo. Agora é só votar!

O sonho de Roberto Leal

Na passada sexta-feira, em pleno feriado de 5 de Outubro, em entrevista ao serviço noticioso matinal da RTP 1, Roberto Leal, ao apresentar o seu novo álbum, confessou que o seu maior sonho é, e passo a citar, “ter todos os tambores e todas as gaitas… de foles”. A pausa estava lá, para quem quisesse ouvir: “gaitas… de foles”. Não para de nos surpreender, este Roberto, sempre leal aos seus princípios.

domingo, 30 de setembro de 2007

O ninho da águia

Ontem estive no templo supremo. Estive no Estádio da Luz. Infelizmente, a cerimónia não foi tão grandiosa quanto exigiria a imponência do templo. O Benfica não ganhou o derby lisboeta, mas a simples passagem por aquele estádio torna inesquecível a epopeia.

Igualmente inesquecível foi o voo da águia Vitória. Único!

sábado, 22 de setembro de 2007

Sili... quê?



Encontrei este artigo há uns tempos na prateleira de um supermercado. O termo “prateleira”, na frase anterior, não foi premeditado! Alguém precisa… disto, seja lá o que isto for?

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Um trimestre a ver navios

O primeiro trimestre deste blog já lá vai e continuo a ver passar navios. Noivinhas, onde é que vocês andam, minhas queridas? Não tenho nem uma pretendente! Eu confesso que cheguei a ambicionar constituir o meu harém com, pelo menos, meia dúzia de noivas, mas se isto continua assim vou ter que me render à monogamia, ou, pior ainda, terei que me encerrar num mosteiro qualquer, em regime de profunda clausura (o que seria um problema, dados os meus antecedentes religiosos). Vocês não querem que isso aconteça, pois não?

Estive este domingo na Maternidade Dr. Daniel de Matos. Fui lá visitar o mais novo rebento da minha família, filha de um primo meu. Disse-me a minha mãe que foi ali, naquele estabelecimento de saúde, que eu nasci. Senti-me como se estivesse a voltar às origens. E ao inspirar todo aquele ar de natividade, pensei para comigo como seria bom, quando tivesse a minha noiva, dedicar-me de alma e coração ao desígnio da procriação (nunca sem antes contrair matrimónio, como manda a santa Igreja), de forma a constituir a minha equipa de futebol. Já não digo futebol de 11, mas pelo menos futsal. Sim, acho que cinco filhos machos seriam suficientes. Mais as raparigas que fossem nascendo pelo meio. Essas, acho que as metia a fazer triatlo e judo, para serem as sucessoras da Vanessa Fernandes e da Telma Monteiro.

Espero ansiosamente por ti, minha noiva, futura mãe dos meus filhos. Eu sei que ainda falta algum tempo para o casamento, mas é preferível que comecemos a preparar as coisas com alguma antecedência para que nada falhe. Portanto, abre-te para mim, apresenta a tua candidatura a noiva. Não custa nada, é só mandar um e-mail. E poderemos então viver o resto das nossas vidas na mais radiante felicidade.

sábado, 15 de setembro de 2007

Politiquices

Não costumo falar muito sobre política. Até gosto, de alguma forma, dessa nobre arte, mas a maneira execrável como é tratada por aqueles que a ela se dedicam profissionalmente faz com que eu sinta a necessidade de me distanciar, de não comentar, de me abstrair. Hoje abro uma excepção.

Se tivesse que me definir politicamente diria que sou um utópico de esquerda rendido ao liberalismo. Do ponto de vista religioso, como já deixei claro anteriormente, sou ateu. No fundo, a minha religião é o Benfica. Queria deixar isto bem claro, antes de prosseguir.

Esta semana fica marcada pela vergonha. O Dalai Lama visitou Portugal e nem o Presidente da República, nem o Governo, se dignaram recebê-lo. Foi Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República quem representou o Estado português, numa breve recepção ao líder espiritual tibetano. É certo que Gama é o número 2 na hierarquia do Estado, mas será que a visita do Dalai Lama não merecia outro tipo de postura por parte do Governo e do Presidente da República? Quando cá vier o Papa é vê-los a todos a ajoelharem-se para rezar (?). Hipócritas! E ainda dizem que este é um Estado laico…

Por outro lado, veio um secretário de Estado (um tal que esteve por detrás do processo Nuno Assis, contrariando claramente os interesses portugueses) criticar duramente o alegado soco de Scolari, juntando-se-lhe também o Presidente da República no severo coro de protestos. Não pretendo defender Scolari, até porque concordo que não foi bonita a sua atitude. Mas que autoridade moral têm estes senhores para condenarem Scolari, mesmo antes deste apresentar os seus argumentos de defesa e as suas desculpas pelo incidente? Mais uma vez, não defendo a atitude de Scolari, mas não será preferível que estes senhores estejam calados em vez de virem pôr em causa os interesses nacionais ao exigirem a cabeça do seleccionador nacional? Não lhes peço que venham defender publicamente Scolari, mas pelo menos não venham dar mais um pretexto à UEFA para agir de forma dura sobre o técnico brasileiro. Porque se nós próprios, portugueses, através das mais altas individualidades da nação, o condenamos de forma tão veemente, não tenho dúvidas de que os senhores do feudo europeu do futebol não hesitarão em aplicar-lhe um golpe de misericórdia.

E dizem-se estes senhores patriotas, eles que nem tomates têm para enfrentar a diplomacia chinesa e receber o Dalai Lama, só porque não lhes convém. E se pensarmos que o drama de Timor aconteceu há tão pouco tempo e que na altura tantas foram as vozes com discursos bonitos de apelo à paz… Mas o Tibete é lá longe e não nos diz nada, não é? E já agora gostava de saber como reagiriam estes senhores se alguém lhes chamasse filhos da puta na cara. Ou será que tinham razão aqueles que há uns anos gritavam “putas ao poder, que os filhos já lá estão”?

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Passatempo 666

Tenho tido algum feedback dos textos que aqui partilho com os meus leitores. E nem sempre o feedback é positivo (basta ler os comentários). Há quem ache que eu escrevo demais sobre o Benfica, que dedico pouca atenção às noivas, que por vezes me excedo na linguagem. Enfim, críticas que eu respeito, mas que não me preocupam muito, pois eu escrevo o que me vai na alma e nem sempre me apetece discorrer sobre as noivas (esta expressão é muito bonita), há dias em que almejo enaltecer o meu Benfica (e quando almejo enaltecer, enalteço) e também tenho os meus momentos em que simplesmente me dá na telha mandar umas caralhadas.

Mas como gosto de agradar aos meus leitores, e mais especificamente às minhas leitoras, decidi redimir-me de tudo aquilo que me acusam e lançar um passatempo. Pois bem, já terão reparado que aqui o blog do noivinho tem um contador de entradas (“Visitas aos noivos”). Infelizmente não é o contador de pinanços aqui do vosso amigo, mas quando encontrar a minha noiva, prometo-vos que em pouco tempo ultrapasso a quilometragem deste espaço. Ora o passatempo é muito simples e consiste no seguinte: será atribuído um prémio à leitora que conseguir aceder a este blog com o contador a marcar o número 666 (não perguntem porquê, simplesmente gosto do número). O prémio destina-se apenas a leitoras do sexo feminino não casadas (candidatas a noivas, portanto), e consiste num jantar (já que a noiva não vem ao noivo, vai o noivo à noiva – mais uma expressão dúbia). Para reclamar o prémio, a feliz contemplada terá que enviar um mail para o endereço oficial do blog (ver o perfil do noivo), enviando em anexo um print screen do blog a marcar o número 666 no contador das visitas. Nada de complicado, portanto.

Chamo a atenção para não se esquecerem de enviar um contacto para a resposta. E nem pensem em fazer montagens, porque montagens é comigo (ups, peço desculpa pela ordinarice). Eu vou controlar a coisa e não é difícil perceber se o passatempo é ganho honestamente. Se a pessoa que aceder ao blog com o 666 não reunir as condições acima mencionadas, azar, não há prémio para ninguém. O prazo para reclamar o prémio é de uma semana (é mais do que suficiente para fazer um print screen, que tem que ser feito na hora, e enviar o mail). Agora toca a aceder ao blog para isto passar mais rapidamente, pois ainda faltam quase 500 acessos (e a este ritmo nem no Natal).

Boa sorte… e tudo de bom!

sábado, 8 de setembro de 2007

O olfacto...

Ando num ginásio. Faz bem ao corpo e à mente. É uma forma agradável (?) de despertar os sentidos: as vistas são agradáveis (sobretudo quando há aulas de hip hop e body combat: aquilo é só gajas); em determinados aparelhos, elas abrem-se de tal maneira que apetece mesmo ir lá, agarrá-las e… dizer-lhes para terem cuidado para não se magoarem (este vosso amigo preocupa-se com o bem-estar dos, e especialmente das, que o rodeiam); há sempre uma musiquinha que dá mesmo gosto não ouvir (obrigado criadores do mp3); quando acaba a sessãozinha, dá cá uma fome que marcha tudo o que vem ao dente; e, relativamente ao olfacto, quem nunca entrou num ginásio facilmente imagina o cheiro a cavalo que abunda no recinto.

Porém, é outro o motivo que me leva a destacar o poder do olfacto no ginásio. Geralmente vou para o ginásio já equipado e regresso a casa sem passar pelo balneário, pois chego tarde e acabo sempre por terminar os exercícios mesmo em cima da hora de fecho (isto de sair tarde do trabalho todos os dias não é fácil). Mas, por vezes, tenho mesmo que ir ao balneário trocar de roupa antes do exercício. Ora acontece que, nas poucas vezes em que isso acontece, quase sempre me engano na porta do balneário e acabo por me dirigir à porta do balneário feminino, reparando mesmo in extremis, graças ao pictograma, que estou a entrar no balneário errado. Deve ser do cheiro a cona…

domingo, 2 de setembro de 2007

Novo look

Em consonância com algumas alterações de visual que promovi no meu próprio corpo, decidi mudar também um pouco o aspecto gráfico do blog (como já terão notado os visitantes mais atentos). Agora está um pouco mais leve, seja lá o que isso quer dizer, e as transformações não deverão ficar por aqui.

Entre as novidades está um contador que permite saber o tempo que falta para a data do casamento. Parece-me importante. Outra novidade é a alteração do e-mail de contacto. O novo contacto é: groom2009.07.04@gmail.com. Se alguém enviou, nas últimas duas ou três semanas, algum mail para o endereço anterior, peço que reenvie para este, pois não consigo aceder à conta (a IOL é uma merda). Detestaria perder uma candidatura de uma noiva por causa disto…

Peço desculpa a todos os meus leitores pela minha falta de inspiração dos últimos tempos, mas tenho estado de férias, nas últimas duas semanas e meia (isto até parece um título de um filme erótico, mas infelizmente não é). Na verdade, estão mesmo a acabar e em breve deixarei de estar ocupado a coçar a tomatada e poderei, espero, explorar com mais acutilância ofensiva (à Camacho) os pensamentos que me têm abandonado (isto de coçar os tomates implica uma enorme actividade cerebral, porque não se podem coçar os tomates de qualquer maneira).

Expresso ainda o meu enorme regozijo pelos brilhantes triunfos de Nelson Évora e Vanessa Fernandes, dois grandes campeões (de águia ao peito), em defesa das cores nacionais.