Resumindo de forma muito breve, a festa teve dois pontos altos: o dia 15 (sábado) e o dia 21 (sexta-feira). O conceito que esteve por detrás da realização desta mega-comemoração foi o de juntar pessoas para celebrar dois aniversários de forma pouco convencional, estabelecendo pontes de ligação entre as duas datas escolhidas.
Tudo começou com uma preparação cuidada, intensificada na semana que antecedeu a primeira data. Durante esta semana estive de férias, mas acabei por não ter tempo para descansar, pois falta de trabalho foi algo de que não me pude queixar. Procurei, juntamente com o meu amigo co-organizador e co-aniversariante, programar o evento de forma a que tudo decorresse da melhor forma possível e que os participantes pudessem usufruir de momentos agradáveis e inesquecíveis.
No dia 15, o dia começou com o paintball. Após almoço (no meu caso, não deu para almoçar, pois não tive tempo), o pessoal juntou-se e começou a guerra. Tiros e mais tiros, nódoas negras, adrenalina... tiro ao arco, escalada, rappel, slide... uma tarde fantástica!
Para terminar o dia, um jantar improvisado numa Associação de uma pequena aldeia remota, com caldo verde, grelhados, enfim, comida saudável. E depois alguns docinhos e o bolo de aniversário. Pelo meio, matraquilhos, snooker, uma selecção musical cuidada (pelo menos deu muito trabalho) e uma tentativa frustrada de um karaoke (problemas informáticos...). Uma noite bem passada!
O dia 21 culminou com um jantar no famoso Bazófias, o "Love Boat" de Coimbra. Algum glamour, apresentações multimédia, mais música e mais uma tentativa falhada de karaoke (desta vez por falta de participação, pois estava tudo pronto)... Um passeio de barco que acaba por ser único!
A noite continuou e dirigimo-nos a um estabelecimento de diversão nocturna para concluir as festividades. Aqui aconteceu o mais inacreditável da noite. Tivemos um encontro absolutamente inesperado. Mas o insólito da situação obriga-me a ficar por aqui, pois só isto dá para um novo post (algo que farei). Incrível!
No cômputo geral, apesar de alguns detalhes em que ficou patente a nossa inexperiência na organização de um evento desta natureza, penso que os objectivos estão cumpridos e acabámos por conseguir concretizar um ciclo de eventos provavelmente irrepetível, mas que nos deu muito gozo realizar (e muitas dores de cabeça também). Creio que posso utilizar sem receio o adjectivo que mais me vem à cabeça: inesquecível!
Muito obrigado a todos os que participaram!
domingo, 30 de março de 2008
sábado, 29 de março de 2008
Voltei à caça
Após ausência prolongada, por motivos alheios à minha vontade, voltei. Voltei para caçar a minha noiva. Tenho andado muito ocupado nos últimos tempos com todos os eventos comemorativos que envolveram o meu aniversário e o de um amigo meu. E, como tal, acabei por me desleixar um pouco aqui no blog e não tive tempo para escrever. Isso não significa que tenha diminuído o meu empenho para encontrar a minha noiva. Pelo contrário, estou cada vez mais determinado.
Muita coisa aconteceu durante este período em que nada escrevi. Tenho bastantes novidades para partilhar convosco. Aconteceu tanta coisa que temo mesmo vir a esquecer algumas preciosidades. Outras eu não me atrevo sequer a confessar neste blog... Tenham lá paciência...
Muita coisa aconteceu durante este período em que nada escrevi. Tenho bastantes novidades para partilhar convosco. Aconteceu tanta coisa que temo mesmo vir a esquecer algumas preciosidades. Outras eu não me atrevo sequer a confessar neste blog... Tenham lá paciência...
domingo, 2 de março de 2008
Passatempo aniversário sem vencedores
Lamento informar que o passatempo aniversário terminou e não houve vencedores. Tive algumas sugestões interessantes, mas apenas nos comentários. Como tinha sido regulamentado, apenas as sugestões enviadas para o e-mail seriam levadas em conta para efeitos do passatempo. Como não recebi nenhuma mensagem no e-mail, não há vencedor, nem prémio. De qualquer forma, acredito que muitos dos leitores deste blog estarão na festa...
Relativamente à festa, está tudo a ser preparado com o maior rigor e dedicação do vosso noivo preferido e de um amigo com quem estou a comemorar o aniversário conjuntamente. Vai haver paintball e outras actividades radicais no dia 15 de Março à tarde, jantar com algumas actividades diversas de cariz recreativo no mesmo dia à noite e um novo jantar, no dia 21, em que os convivas serão surpreendidos com um ambiente de algum romantismo e revivalismo. Seria o cenário perfeito para o anúncio do meu noivado. Quem sabe...
As comemorações oficiais do meu aniversário já começaram, pouco depois das 0h00 do primeiro dia do mês de Março. Num ambiente mais intimista, com um núcleo muito reduzido de amigos, foi apagada a primeira vela...
Entretanto fui advertido por alguns amigos de que este blog estaria a seguir uma via dissonante com o seu propósito maior. Confesso que nos últimos tempos tenho aqui abordado diversos assuntos que pouco ou nada têm a ver com a busca da minha noiva. Mas é muito complicado manter-me focado no meu objectivo quando não aparecem candidatas. Eu vou tentando arranjar alguma motivação, mas por vezes é difícil. De qualquer forma, prometo voltar à carga em breve. Para já ando um pouco ocupado com toda esta organização do aniversário e é-me difícil conseguir arranjar tempo e inspiração para escrever, mas farei um esforço acrescido para não deixar esvanecer o sentido deste blog.
Informo também que continua em andamento o passatempo 666. A contagem continua...
Relativamente à festa, está tudo a ser preparado com o maior rigor e dedicação do vosso noivo preferido e de um amigo com quem estou a comemorar o aniversário conjuntamente. Vai haver paintball e outras actividades radicais no dia 15 de Março à tarde, jantar com algumas actividades diversas de cariz recreativo no mesmo dia à noite e um novo jantar, no dia 21, em que os convivas serão surpreendidos com um ambiente de algum romantismo e revivalismo. Seria o cenário perfeito para o anúncio do meu noivado. Quem sabe...
As comemorações oficiais do meu aniversário já começaram, pouco depois das 0h00 do primeiro dia do mês de Março. Num ambiente mais intimista, com um núcleo muito reduzido de amigos, foi apagada a primeira vela...
Entretanto fui advertido por alguns amigos de que este blog estaria a seguir uma via dissonante com o seu propósito maior. Confesso que nos últimos tempos tenho aqui abordado diversos assuntos que pouco ou nada têm a ver com a busca da minha noiva. Mas é muito complicado manter-me focado no meu objectivo quando não aparecem candidatas. Eu vou tentando arranjar alguma motivação, mas por vezes é difícil. De qualquer forma, prometo voltar à carga em breve. Para já ando um pouco ocupado com toda esta organização do aniversário e é-me difícil conseguir arranjar tempo e inspiração para escrever, mas farei um esforço acrescido para não deixar esvanecer o sentido deste blog.
Informo também que continua em andamento o passatempo 666. A contagem continua...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
O Eduardo da Silva não é o Luís Filipe
Este post é uma mensagem pessoal para o Martin Taylor:
- Ouve lá, ó filho da puta, seu bife rançoso do caralho, quando eu disse que era para partir a perna devias ter prestado atenção a quem é que era para partir a perna! Era ao Luís Filipe, não ao Eduardo da Silva. Esse desgraçado também joga de vermelho, mas não tem nada a ver. Ele até é bom jogador! Devias ser "radiado", sua besta! E para a próxima vê se acertas no Luís Filipe. Queres que repita? LUÍS FILIPE!
Tenho dito!
- Ouve lá, ó filho da puta, seu bife rançoso do caralho, quando eu disse que era para partir a perna devias ter prestado atenção a quem é que era para partir a perna! Era ao Luís Filipe, não ao Eduardo da Silva. Esse desgraçado também joga de vermelho, mas não tem nada a ver. Ele até é bom jogador! Devias ser "radiado", sua besta! E para a próxima vê se acertas no Luís Filipe. Queres que repita? LUÍS FILIPE!
Tenho dito!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Manifesto anti-Luís Filipe
Puta que pariu o Luís Filipe! Convocar aquela besta é uma asneira; metê-lo a jogar é inacreditável; mantê-lo em campo depois do que fez esta noite frente ao Nuremberga é um atentado ao futebol e um insulto a todos os benfiquistas. Não há ninguém que lhe mande um tiro nos cornos? Eu até dava 1 euro ao Santo António se aquele monte de merda ambulante partisse uma perna (e como sabem eu até sou ateu).
E já agora, aqueles dois golos, do Cardozo e do Di Maria, não aconteceram por acaso. Aqueles dois têm lugar a titular no Benfica até com uma crise de diarreia aguda. Eu só encontro uma explicação para que o luso-congolês apareça a titular em vez do Cardozo: o Makukula anda a enrabar o Camacho (não encontro outra explicação). Senhor Camacho: veja se perde mais tempo a meter o Benfica a jogar a futebol e menos a apanhar sabonetes.
Concluo o meu desabafo com mais uma achega: a promessa que fiz relativamente ao Luís Filipe é válida tanto para o que (não) joga como para o presidente (o tal dos pneus). Como diria o presidente do Guimarães, o Luís Filipe devia ser "radiado".
E já agora, aqueles dois golos, do Cardozo e do Di Maria, não aconteceram por acaso. Aqueles dois têm lugar a titular no Benfica até com uma crise de diarreia aguda. Eu só encontro uma explicação para que o luso-congolês apareça a titular em vez do Cardozo: o Makukula anda a enrabar o Camacho (não encontro outra explicação). Senhor Camacho: veja se perde mais tempo a meter o Benfica a jogar a futebol e menos a apanhar sabonetes.
Concluo o meu desabafo com mais uma achega: a promessa que fiz relativamente ao Luís Filipe é válida tanto para o que (não) joga como para o presidente (o tal dos pneus). Como diria o presidente do Guimarães, o Luís Filipe devia ser "radiado".
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Aniversário radical
Pois é, vou mesmo avançar com o programa radical. A minha data de aniversário é 10 de Março, mas a comemoração incide sobretudo no dia 15, com o paintball e outras actividades radicais. O programa não fica por aqui, mas para já não posso adiantar mais nada.
Continuo a aguardar as vossas sugestões. E enviem-nas para o mail, claro está. As sugestões deixadas nos comentários, por muito boas que sejam, não contam para o passatempo.
Continuo a aguardar as vossas sugestões. E enviem-nas para o mail, claro está. As sugestões deixadas nos comentários, por muito boas que sejam, não contam para o passatempo.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Não há sugestões?
Vá lá, não se acanhem. Mandem as vossas sugestões. Continuo à espera… Ninguém se lembra de nada divertido para fazer no meu aniversário? Ok, então vou eu próprio deixar uma sugestão, só para dar o mote (esta não conta para o passatempo). E que tal juntar os amigos e fazer uma cena radical? Paintball, escalada, rappel, tiro com arco… Era giro, não era? Era e será. Esta será uma das actividades a desenvolver na comemoração do meu 30.º aniversário.
E agora vamos lá meter essas mentes criativas (e eventualmente porcas, porque não?) a funcionar. Dêem as vossas sugestões. Eu fico à espera.
E agora vamos lá meter essas mentes criativas (e eventualmente porcas, porque não?) a funcionar. Dêem as vossas sugestões. Eu fico à espera.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Piropos
Há piropos e piropos. Nunca se sabe como as mulheres vão reagir. Hoje vou deixar uma sugestão aos meus leitores do sexo masculino. Este é daqueles que não deixa nenhuma mulher indiferente:
"Era até esguichares meita pelas orelhas!"
Usem com precaução...
"Era até esguichares meita pelas orelhas!"
Usem com precaução...
domingo, 27 de janeiro de 2008
Passatempo 30 anos
No próximo dia 10 de Março completarei 30 anos. Aproveitando a solenidade da data, lanço um novo passatempo. Para participar deverão enviar um e-mail para o endereço oficial deste blog (groom2009.07.04@gmail.com), indicando uma sugestão para uma actividade a desenvolver na comemoração do aniversário. O prazo limite será 29 de Fevereiro. Serão posteriormente divulgadas as melhores ideias no blog. Quem tiver a melhor ideia de todas (de acordo com os misteriosos e insondáveis critérios de selecção do noivo) será contemplado com um convite para a comemoração do aniversário, podendo assim conhecer pessoalmente o noivo.
Fico a aguardar as vossas sugestões. E relembro que continua a decorrer o passatempo 666 (ver post do dia 10-09-2007).
Fico a aguardar as vossas sugestões. E relembro que continua a decorrer o passatempo 666 (ver post do dia 10-09-2007).
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Ora agora pino eu...
Mais vale tarde do que nunca. Termina hoje toda a expectativa criada com a foto do pino. Finalmente cumpro a promessa e publico a tal foto. Obviamente tomei todas as precauções para preservar a minha identidade.

Agora vou começar a pensar no próximo passatempo (sem esquecer que continua a decorrer o passatempo 666, que a este ritmo estará concluído em 2017, mesmo antes do aeroporto de Alcochete.)
Agora vou começar a pensar no próximo passatempo (sem esquecer que continua a decorrer o passatempo 666, que a este ritmo estará concluído em 2017, mesmo antes do aeroporto de Alcochete.)
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Mais crianças para Portugal: a solução
Conforme prometido, e após prolongada reflexão, apresento-vos as minhas propostas para a resolução da grave crise de natalidade que afecta o nosso país.
Nos últimos tempos temos tido diversos exemplos de programas públicos de incentivos à natalidade, quer por parte do Estado central (recorde-se o caso do subsídio pré-natal ou os escalões diferenciados do IRS), quer a um nível mais local (atribuição de subsídios à natalidade por parte das autarquias, sobretudo do interior). Contudo, parece evidente que esses benefícios não têm o efeito catalisador que os seus criadores ambicionam. Isto poderá dever-se ao facto de esses incentivos não serem suficientemente motivadores (os subsídios são uma ajuda importante para muitas famílias, mas não compensam minimamente a despesa acrescida que representa ter um filho). Por outro lado, os portugueses parecem ser mais sensíveis a medidas restritivas do que a medidas de incentivo.
Julgo, pois, ser necessário criar um novo imposto. O imposto deve partir da premissa de que a reprodução é uma obrigação patriótica. Assim, e porque é sobretudo do ciclo biológico da mulher que depende o nascimento de uma criança, deve traçar-se um objectivo mínimo de nascimentos por mulher. Suponhamos, por hipótese, que se define como objectivo que cada mulher dê à luz três filhos (no mínimo), até atingir a idade dos 40 anos (apesar de ser frequente as mulheres conceberem cada vez mais tarde, é sabido que com o avançar da idade aumentam os riscos relacionados com a gravidez, quer para a mulher, quer para a criança, e que se reduzem as probabilidades de sucesso na concepção). Então, no caso específico das mulheres, estas deveriam começar a pagar um imposto específico a partir de determinada idade (suponhamos os 25 anos, pois até esta idade as mulheres já teriam tido a oportunidade de conceber três filhos), sendo o mesmo reduzido a partir do momento em que tivessem um filho, e ainda mais quando tivessem o segundo filho. Ao dar à luz o terceiro filho, a mulher passaria a estar isenta do imposto e iria ter direito ao reembolso da totalidade do imposto já cobrado durante toda a sua vida (desde que concebesse o terceiro filho até aos 40 anos). Caso não tivesse os três filhos, continuaria a pagar sempre o imposto (em função do número de filhos) até à idade da reforma. Ficariam isentas, em todo o caso, as mulheres que comprovadamente fossem estéreis.
Poderão colocar-se algumas objecções a esta proposta: trata-se de uma proposta discriminatória em função dos sexos; o homem é desresponsabilizado do processo da concepção; e a mulher poderá ficar refém da vontade masculina de ter filhos, recaindo exclusivamente sobre ela a penalização relativa ao incumprimento. No primeiro caso, de facto existe uma discriminação, mas é verdade também que os papéis masculinos e femininos na concepção não são iguais e, como referi atrás, é sobretudo a mulher que gere todo o longo processo da concepção, necessitando apenas de um homem no seu momento inicial. O homem não é, na verdade, desresponsabilizado, pois eu preconizo que este compromisso patriótico deve levar à criação de uma base de dados composta por homens em condições de poderem conceber (clinicamente aptos e dentro do intervalo de idades compreendido entre os 18 e os 50 anos, por hipótese), estando os mesmos inteiramente disponíveis para prestar auxílio à concepção a qualquer mulher que assim o entenda (que assim deixa de ficar refém da vontade masculina). Neste caso, a mulher poderá optar por engravidar a partir de um determinado indivíduo, por hipótese marido ou companheiro, mas poderá também escolher recorrer à tal base de dados. O homem inscrito voluntariamente na base de dados não poderá recusar o seu auxílio sob pena de ser excluído da base de dados. Os homens poderão ainda renunciar à base de dados caso sejam estéreis, no caso de manterem um relacionamento estável com uma ou mais mulheres (casamento ou não; admita-se a poligamia) e por objecção de consciência. No último caso (há que admitir a existência de homossexuais, clérigos, entre outros), deverão pagar um imposto a partir dos 18 anos ou da idade da renúncia ou exclusão da base de dados, até à idade da reforma. No caso de manter relacionamento estável heterossexual mono ou poligâmico, o homem poderá escolher entre constar ou não da base de dados, sujeitando-se às suas regras se decidir integrá-la, ou pagando um imposto no mesmo molde das mulheres, até que todas as mulheres com quem mantenha esse relacionamento estável concebam no mínimo três filhos (no momento em que tal suceder será reembolsado na totalidade de todo o imposto pago).
Numa proposta paralela, sucedânea ou complementar (isto seria o ideal), apostar-se-ia na imigração de mulheres em idade fértil, a fim de se recolherem num centro de procriação, no qual teriam acesso a todas as condições básicas de vida, num investimento totalmente financiado pelo Estado. O seu compromisso seria a concepção de um número mínimo de crianças (por hipótese 8), num determinado espaço de tempo (digamos, 12 anos). O recrutamento dos procriadores masculinos seria feito nos moldes da proposta anterior, através de uma base de dados. Após os 12 anos de serviço de procriação, as mulheres teriam direito à cidadania portuguesa e a uma pensão vitalícia.
O segundo programa tem o inconveniente de gerar mais despesa para o Estado, mas, numa situação ideal de coexistência com o primeiro, poderia ser financiado por este.
E assim se resolveria o problema da natalidade em Portugal.
Nos últimos tempos temos tido diversos exemplos de programas públicos de incentivos à natalidade, quer por parte do Estado central (recorde-se o caso do subsídio pré-natal ou os escalões diferenciados do IRS), quer a um nível mais local (atribuição de subsídios à natalidade por parte das autarquias, sobretudo do interior). Contudo, parece evidente que esses benefícios não têm o efeito catalisador que os seus criadores ambicionam. Isto poderá dever-se ao facto de esses incentivos não serem suficientemente motivadores (os subsídios são uma ajuda importante para muitas famílias, mas não compensam minimamente a despesa acrescida que representa ter um filho). Por outro lado, os portugueses parecem ser mais sensíveis a medidas restritivas do que a medidas de incentivo.
Julgo, pois, ser necessário criar um novo imposto. O imposto deve partir da premissa de que a reprodução é uma obrigação patriótica. Assim, e porque é sobretudo do ciclo biológico da mulher que depende o nascimento de uma criança, deve traçar-se um objectivo mínimo de nascimentos por mulher. Suponhamos, por hipótese, que se define como objectivo que cada mulher dê à luz três filhos (no mínimo), até atingir a idade dos 40 anos (apesar de ser frequente as mulheres conceberem cada vez mais tarde, é sabido que com o avançar da idade aumentam os riscos relacionados com a gravidez, quer para a mulher, quer para a criança, e que se reduzem as probabilidades de sucesso na concepção). Então, no caso específico das mulheres, estas deveriam começar a pagar um imposto específico a partir de determinada idade (suponhamos os 25 anos, pois até esta idade as mulheres já teriam tido a oportunidade de conceber três filhos), sendo o mesmo reduzido a partir do momento em que tivessem um filho, e ainda mais quando tivessem o segundo filho. Ao dar à luz o terceiro filho, a mulher passaria a estar isenta do imposto e iria ter direito ao reembolso da totalidade do imposto já cobrado durante toda a sua vida (desde que concebesse o terceiro filho até aos 40 anos). Caso não tivesse os três filhos, continuaria a pagar sempre o imposto (em função do número de filhos) até à idade da reforma. Ficariam isentas, em todo o caso, as mulheres que comprovadamente fossem estéreis.
Poderão colocar-se algumas objecções a esta proposta: trata-se de uma proposta discriminatória em função dos sexos; o homem é desresponsabilizado do processo da concepção; e a mulher poderá ficar refém da vontade masculina de ter filhos, recaindo exclusivamente sobre ela a penalização relativa ao incumprimento. No primeiro caso, de facto existe uma discriminação, mas é verdade também que os papéis masculinos e femininos na concepção não são iguais e, como referi atrás, é sobretudo a mulher que gere todo o longo processo da concepção, necessitando apenas de um homem no seu momento inicial. O homem não é, na verdade, desresponsabilizado, pois eu preconizo que este compromisso patriótico deve levar à criação de uma base de dados composta por homens em condições de poderem conceber (clinicamente aptos e dentro do intervalo de idades compreendido entre os 18 e os 50 anos, por hipótese), estando os mesmos inteiramente disponíveis para prestar auxílio à concepção a qualquer mulher que assim o entenda (que assim deixa de ficar refém da vontade masculina). Neste caso, a mulher poderá optar por engravidar a partir de um determinado indivíduo, por hipótese marido ou companheiro, mas poderá também escolher recorrer à tal base de dados. O homem inscrito voluntariamente na base de dados não poderá recusar o seu auxílio sob pena de ser excluído da base de dados. Os homens poderão ainda renunciar à base de dados caso sejam estéreis, no caso de manterem um relacionamento estável com uma ou mais mulheres (casamento ou não; admita-se a poligamia) e por objecção de consciência. No último caso (há que admitir a existência de homossexuais, clérigos, entre outros), deverão pagar um imposto a partir dos 18 anos ou da idade da renúncia ou exclusão da base de dados, até à idade da reforma. No caso de manter relacionamento estável heterossexual mono ou poligâmico, o homem poderá escolher entre constar ou não da base de dados, sujeitando-se às suas regras se decidir integrá-la, ou pagando um imposto no mesmo molde das mulheres, até que todas as mulheres com quem mantenha esse relacionamento estável concebam no mínimo três filhos (no momento em que tal suceder será reembolsado na totalidade de todo o imposto pago).
Numa proposta paralela, sucedânea ou complementar (isto seria o ideal), apostar-se-ia na imigração de mulheres em idade fértil, a fim de se recolherem num centro de procriação, no qual teriam acesso a todas as condições básicas de vida, num investimento totalmente financiado pelo Estado. O seu compromisso seria a concepção de um número mínimo de crianças (por hipótese 8), num determinado espaço de tempo (digamos, 12 anos). O recrutamento dos procriadores masculinos seria feito nos moldes da proposta anterior, através de uma base de dados. Após os 12 anos de serviço de procriação, as mulheres teriam direito à cidadania portuguesa e a uma pensão vitalícia.
O segundo programa tem o inconveniente de gerar mais despesa para o Estado, mas, numa situação ideal de coexistência com o primeiro, poderia ser financiado por este.
E assim se resolveria o problema da natalidade em Portugal.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Ota ou Alcochete?
É a questão que domina a actualidade mediática: qual a melhor localização para o futuro aeroporto internacional de Lisboa?
Não sendo algo muito frequente neste blog, não podia, contudo, de emitir a minha opinião acerca de um assunto que, entre outros aspectos, tem um forte cariz político. A decisão acerca da localização do aeroporto, embora suportada por pareceres de carácter técnico, tem uma forte componente política. Não é minha intenção pronunciar-me sobre os aspectos técnicos, pois não serei seguramente a pessoa mais indicada para o fazer. O meu comentário aborda sobretudo a vertente política da decisão. E para tal decidi socorrer-me de dois especialistas, duas importantes individualidades que têm faro para as questões políticas, se assim podemos dizer.
Comecei por interrogar o meu gato:
– Panchito: Ota… ou Alcochete?
O Panchito, assim que ouviu a palavra “Ota”, interrompeu de imediato o seu repouso sagrado, deitado no seu leito, olhou-me com convicção e miou de forma decidida. Ao ouvir a palavra “Alcochete”, o felino limitou-se a desviar o olhar com indiferença, regressando ao seu venerável repouso. Torna-se assim evidente que o Panchito, sem qualquer hesitação, prefere a Ota.
Dirigi-me posteriormente ao meu cão, questionando-o da mesma forma:
– Rex: Ota… ou Alcochete?
O Rex pareceu surpreendido com a questão e limitou-se a emitir um ligeiro latido, quase imperceptível, após a palavra “Alcochete”. Percebendo a indecisão do animal, repeti a questão. Novamente, o Rex devolveu-me a mesma resposta, exactamente no mesmo timing. Começo a perceber a preferência do canino por Alcochete, ainda que com reservas. Mas, para clarificar as coisas, decidi repetir uma vez mais a difícil pergunta. Desta vez o Rex respondeu de forma clara, sem qualquer hesitação, lambendo-me a mão após a palavra “Alcochete” e revelando de forma inequívoca ser esta a sua preferência.
Após a consulta a estas elevadas patentes do comentário político, concluo com naturalidade que a sociedade portuguesa se encontra dividida entre ambas as localizações. Alguns argumentam de forma decidida, enquanto outros parecem preferir um discurso mais ponderado; muitos analisam o problema de forma emocional, enquanto outros preferem dissecar a questão sob um ponto de vista mais racional. Quanto a mim, e depois de constatar abordagens tão distintas por parte de personalidades tão extraordinárias, prefiro remeter-me ao silêncio e reduzir-me à minha insignificância.
Não sendo algo muito frequente neste blog, não podia, contudo, de emitir a minha opinião acerca de um assunto que, entre outros aspectos, tem um forte cariz político. A decisão acerca da localização do aeroporto, embora suportada por pareceres de carácter técnico, tem uma forte componente política. Não é minha intenção pronunciar-me sobre os aspectos técnicos, pois não serei seguramente a pessoa mais indicada para o fazer. O meu comentário aborda sobretudo a vertente política da decisão. E para tal decidi socorrer-me de dois especialistas, duas importantes individualidades que têm faro para as questões políticas, se assim podemos dizer.
Comecei por interrogar o meu gato:
– Panchito: Ota… ou Alcochete?
O Panchito, assim que ouviu a palavra “Ota”, interrompeu de imediato o seu repouso sagrado, deitado no seu leito, olhou-me com convicção e miou de forma decidida. Ao ouvir a palavra “Alcochete”, o felino limitou-se a desviar o olhar com indiferença, regressando ao seu venerável repouso. Torna-se assim evidente que o Panchito, sem qualquer hesitação, prefere a Ota.
Dirigi-me posteriormente ao meu cão, questionando-o da mesma forma:
– Rex: Ota… ou Alcochete?
O Rex pareceu surpreendido com a questão e limitou-se a emitir um ligeiro latido, quase imperceptível, após a palavra “Alcochete”. Percebendo a indecisão do animal, repeti a questão. Novamente, o Rex devolveu-me a mesma resposta, exactamente no mesmo timing. Começo a perceber a preferência do canino por Alcochete, ainda que com reservas. Mas, para clarificar as coisas, decidi repetir uma vez mais a difícil pergunta. Desta vez o Rex respondeu de forma clara, sem qualquer hesitação, lambendo-me a mão após a palavra “Alcochete” e revelando de forma inequívoca ser esta a sua preferência.
Após a consulta a estas elevadas patentes do comentário político, concluo com naturalidade que a sociedade portuguesa se encontra dividida entre ambas as localizações. Alguns argumentam de forma decidida, enquanto outros parecem preferir um discurso mais ponderado; muitos analisam o problema de forma emocional, enquanto outros preferem dissecar a questão sob um ponto de vista mais racional. Quanto a mim, e depois de constatar abordagens tão distintas por parte de personalidades tão extraordinárias, prefiro remeter-me ao silêncio e reduzir-me à minha insignificância.
sábado, 5 de janeiro de 2008
O implacável ser invisível
Há uma semana atrás fui vítima de uma agressão vil e cobarde. Dirigi-me a um restaurante para efectuar uma reserva para a passagem de ano (não é preciso ter ciúmes, minhas queridas amigas, pois tratou-se apenas de um jantar que reunia um grupo de bons amigos, em perfeita harmonia de reveillon). Devo referir que fui apenas efectuar a reserva e deixei o carro mal estacionado (espero que ninguém da Polícia Municipal leia este blog). Estava, pois, cheio de pressa para regressar à minha viatura, que deixei a trabalhar, num lugar reservado a deficientes (e quase fazia jus ao lugar…). Saí disparado, a correr, quando fui surpreendido por um ser invisível que me bateu violentamente no nariz. Imaginem a minha surpresa ao ser inesperada e barbaramente agredido no nariz sem ter dado conta previamente de qualquer ameaça potencial!
E eis que se fez luz no meu espírito, algo apagado naquele dia, quando ouvi um impacto violento do ser invisível contra a parede, no instante imediato após a agressão de que fora vítima. Percebi então que se tratava de uma porta de vidro que estava lá, tranquilamente fechada, à espera que alguém a abrisse delicadamente e com toda a tranquilidade. A minha corrida desenfreada de cinco metros sem obstáculos terminou com toda aquela pacatez, própria de um restaurante ainda fechado ao público, ao perturbar o repouso transparente daquela porta. E ela era de facto transparente, daí a sua invisibilidade. A pancada foi forte e violenta; a porta, feita de um vidro espesso, pesada, acabou projectada contra a parede, abrindo num ângulo de 90 graus e produzindo um ruído verdadeiramente apocalíptico. Pensei, por instantes, que tinha destruído aquele ser invisível, despedaçando-o em mil bocados apenas com a força de projecção do meu nariz. Mas não, a porta era resistente e não partiu, apesar da violência do embate (ou dos dois embates, se preferirem: primeiro com o meu nariz, e depois com a parede).
Depois, pude finalmente preocupar-me com o meu nariz. O choque inicial, mais do que dor, provocou-me uma enorme surpresa, pois não estava mesmo nada à espera de uma interrupção tão firme na minha corrida decidida. Pensei então, na minha ingenuidade mais pura, que estava tudo bem com o meu nariz e que poderia seguir o meu caminho, dado que a porta até tinha ficado inteira. Reparei, porém, que os funcionários do restaurante, que tinham acabado de chegar para preparar a recepção aos inúmeros clientes de uma noite fria de sábado, olhavam para mim de uma forma esquisita, como se eu fosse portador da peste bubónica. Contrariamente ao que pensava, estava a sangrar abundantemente pelo nariz.
Pela primeira vez na vida fui assistido pelo INEM. Espero, se tal se repetir, que seja em circunstâncias semelhantes, pois acabou por ser uma experiência pouco dolorosa e, de alguma forma, bem-disposta. Não parti o nariz, apenas fiquei com o nariz inchado, negro e com uma pequena ferida e já estou quase pronto para outra.
Tranquilizai-vos, pois, minhas queridas noivas, não há ser invisível que impeça o meu casamento. Estou aqui de braços abertos, (quase) intacto, à espera do meu amor, da minha paixão. Simplesmente não vos recomendo que comam arroz de cabidela nos próximos tempos, nos restaurantes de Coimbra.
E eis que se fez luz no meu espírito, algo apagado naquele dia, quando ouvi um impacto violento do ser invisível contra a parede, no instante imediato após a agressão de que fora vítima. Percebi então que se tratava de uma porta de vidro que estava lá, tranquilamente fechada, à espera que alguém a abrisse delicadamente e com toda a tranquilidade. A minha corrida desenfreada de cinco metros sem obstáculos terminou com toda aquela pacatez, própria de um restaurante ainda fechado ao público, ao perturbar o repouso transparente daquela porta. E ela era de facto transparente, daí a sua invisibilidade. A pancada foi forte e violenta; a porta, feita de um vidro espesso, pesada, acabou projectada contra a parede, abrindo num ângulo de 90 graus e produzindo um ruído verdadeiramente apocalíptico. Pensei, por instantes, que tinha destruído aquele ser invisível, despedaçando-o em mil bocados apenas com a força de projecção do meu nariz. Mas não, a porta era resistente e não partiu, apesar da violência do embate (ou dos dois embates, se preferirem: primeiro com o meu nariz, e depois com a parede).
Depois, pude finalmente preocupar-me com o meu nariz. O choque inicial, mais do que dor, provocou-me uma enorme surpresa, pois não estava mesmo nada à espera de uma interrupção tão firme na minha corrida decidida. Pensei então, na minha ingenuidade mais pura, que estava tudo bem com o meu nariz e que poderia seguir o meu caminho, dado que a porta até tinha ficado inteira. Reparei, porém, que os funcionários do restaurante, que tinham acabado de chegar para preparar a recepção aos inúmeros clientes de uma noite fria de sábado, olhavam para mim de uma forma esquisita, como se eu fosse portador da peste bubónica. Contrariamente ao que pensava, estava a sangrar abundantemente pelo nariz.
Pela primeira vez na vida fui assistido pelo INEM. Espero, se tal se repetir, que seja em circunstâncias semelhantes, pois acabou por ser uma experiência pouco dolorosa e, de alguma forma, bem-disposta. Não parti o nariz, apenas fiquei com o nariz inchado, negro e com uma pequena ferida e já estou quase pronto para outra.
Tranquilizai-vos, pois, minhas queridas noivas, não há ser invisível que impeça o meu casamento. Estou aqui de braços abertos, (quase) intacto, à espera do meu amor, da minha paixão. Simplesmente não vos recomendo que comam arroz de cabidela nos próximos tempos, nos restaurantes de Coimbra.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Mensagem de Ano Novo de Sua Excelência, o Noivo
Minhas queridas amigas e potenciais candidatas a noivas,
Chegou ao fim o ano civil em que se estreou este blog. Fazendo um balanço preliminar, podemos afirmar com segurança que foi um ano difícil, marcado por uma crise de candidaturas muito pronunciada. Efectivamente, não houve ainda nenhuma candidata voluntária (a única candidata, Anna Semenovich, é uma candidata VIP que não sabe sequer que o seu noivo existe e está aqui desesperado à espera da sua querida patinadora russa). A crise é evidente e não adianta enterrar a cabeça na areia. Sabemos que existirão movimentos de oposição ao casamento que procurarão por todos os meios retirar desta crise dividendos nupciais. Mas não é nossa intenção desistir. Continuaremos firmes e de cabeça erguida em busca da noiva tão ansiada.
2008 será um ano certamente melhor do que 2007. Lutaremos com todas as nossas forças contra os obstáculos que se nos depararem e procuraremos levar por diante as nossas ideias, de forma a cumprir os objectivos pré-determinados. A oposição tentará, como tem feito, impedir a prossecução dos projectos matrimoniais por nós delineados, mas a nossa determinação e o nosso compromisso com todas as candidatas a noivas serão mais fortes. Estaremos sempre disponíveis para ouvir os pontos de vista daqueles que se nos opõem, mas jamais colocaremos em causa aquilo que são as metas traçadas com vista ao casamento em 7 de Julho de 2009. Tentaremos fazer deste ano civil que agora se inicia um ano mais profícuo em criatividade nupcial, um ano em que haja maior atractividade para a apresentação de candidaturas. E face a esse clima matrimonial mais favorável que procuraremos incentivar, começarão a surgir, naturalmente, as candidaturas tão necessárias para o saudável desenvolvimento do processo nupcial.
Sabemos que há ainda muito por fazer (não esquecemos, por exemplo, o inesperado atraso na fotografia a fazer o pino, mas estão a ser criadas as condições para que possamos entrar na fase de conclusão da obra). Todavia, orgulhamo-nos da obra feita e continuaremos a trabalhar em prol da comunidade, desde candidatas a simples convidados, de modo a podermos oferecer aos nossos filhos um futuro mais brilhante.
Desejamos, pois, a todos os intervenientes no casamento um ano de 2008 muito feliz e com muito sucesso, sobretudo na esfera matrimonial.
Chegou ao fim o ano civil em que se estreou este blog. Fazendo um balanço preliminar, podemos afirmar com segurança que foi um ano difícil, marcado por uma crise de candidaturas muito pronunciada. Efectivamente, não houve ainda nenhuma candidata voluntária (a única candidata, Anna Semenovich, é uma candidata VIP que não sabe sequer que o seu noivo existe e está aqui desesperado à espera da sua querida patinadora russa). A crise é evidente e não adianta enterrar a cabeça na areia. Sabemos que existirão movimentos de oposição ao casamento que procurarão por todos os meios retirar desta crise dividendos nupciais. Mas não é nossa intenção desistir. Continuaremos firmes e de cabeça erguida em busca da noiva tão ansiada.
2008 será um ano certamente melhor do que 2007. Lutaremos com todas as nossas forças contra os obstáculos que se nos depararem e procuraremos levar por diante as nossas ideias, de forma a cumprir os objectivos pré-determinados. A oposição tentará, como tem feito, impedir a prossecução dos projectos matrimoniais por nós delineados, mas a nossa determinação e o nosso compromisso com todas as candidatas a noivas serão mais fortes. Estaremos sempre disponíveis para ouvir os pontos de vista daqueles que se nos opõem, mas jamais colocaremos em causa aquilo que são as metas traçadas com vista ao casamento em 7 de Julho de 2009. Tentaremos fazer deste ano civil que agora se inicia um ano mais profícuo em criatividade nupcial, um ano em que haja maior atractividade para a apresentação de candidaturas. E face a esse clima matrimonial mais favorável que procuraremos incentivar, começarão a surgir, naturalmente, as candidaturas tão necessárias para o saudável desenvolvimento do processo nupcial.
Sabemos que há ainda muito por fazer (não esquecemos, por exemplo, o inesperado atraso na fotografia a fazer o pino, mas estão a ser criadas as condições para que possamos entrar na fase de conclusão da obra). Todavia, orgulhamo-nos da obra feita e continuaremos a trabalhar em prol da comunidade, desde candidatas a simples convidados, de modo a podermos oferecer aos nossos filhos um futuro mais brilhante.
Desejamos, pois, a todos os intervenientes no casamento um ano de 2008 muito feliz e com muito sucesso, sobretudo na esfera matrimonial.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Ho! Ho! Ho!
Desejo a todos quantos lêem este blog um Natal muito feliz. Ao Pai Natal peço apenas que me traga a minha noiva...
domingo, 16 de dezembro de 2007
Mais crianças para Portugal
O Presidente Cavaco Silva lançou há dias a terrível questão: “o que é que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?” Preocupado com esta temática, e naturalmente desejoso de poder contribuir para a resolução do problema, o vosso noivo preferido decidiu reflectir sobre o caso em questão (esta expressão traz-me à memória as longínquas aulas de Economia Internacional e as saudáveis confusões com a economia desse belo país que é o Cazaquistão; mas quem não teve a sorte de ter sido pupilo do Professor Júlio Mota, na FEUC, não sabe do que eu estou a falar).
Muitas são as sugestões que ouvimos frequentemente na praça pública. Pedro Abrunhosa não se coibiu, em tempos, de sugerir um pragmático “talvez foder”. Devemos atentar, porém, que o simples acto da fornicação, em si mesmo, não é condição suficiente (embora seja condição necessária, pois, apesar de podermos considerar a inseminação artificial como um método alternativo, nada é mais simples e barato que a introdução determinada de um pénis vigoroso numa vagina acolhedora). Copular em larga escala não garante, pois, por si só, a subida da taxa de natalidade. Com efeito, e face aos diversos métodos contraceptivos disponíveis, hoje em dia é perfeitamente possível manter relações heterossexuais sem o temível receio de conceber uma criatura. Isto já para não falar nas escolhas alternativas de sexualidade, de que é exemplo máximo a homossexualidade (esses bem podem foder como se não houvesse amanhã, que nunca hão-de conseguir contribuir para aumentar o número de criancinhas).
Outras mentes mais infantis (hoje em dia só mesmo criancinhas de muito tenra idade) poderão pensar numa solução mais ecológica, nomeadamente na criação de condições infra-estruturais para o incremento da população de cegonhas. Obviamente isto não resulta, pois como toda a gente sabe, com os constrangimentos relacionados com a gripe das aves, hoje em dia não é permitido o tráfego aéreo internacional de cegonhas, ainda que dentro do espaço Schengen. Isto inviabiliza por completo as viagens das cegonhas de França para Portugal, ainda para mais transportando bebés. Seria terrível se uma cegonha portadora do vírus H5N1 deixasse cair um bebé em pleno voo ao abrir o bico para espirrar.
Outras soluções, mais ou menos elaboradas, são apontadas por sectores distintos da sociedade, desde incentivos financeiros à natalidade, combate à precariedade no emprego, construção de mais creches e jardins-de-infância, entre outras medidas. Penso que todas estas medidas podem dar um contributo para que haja mais crianças, mas devo confessar algum cepticismo quanto ao seu grau eficácia. Na verdade, penso que o contributo global destas medidas seria diminuto, sobretudo no curto prazo.
E é por tudo isto que eu penso ser forçosa a tomada de medidas mais radicais, que garantam de facto, e tão cedo quanto possível, um aumento sustentável e evidente da taxa de natalidade. As soluções que preconizo ficam para um próximo post, deixando no ar esta questão em aberto, para reflexão de todos quantos lêem este blog.
Aproveito para informar que já consigo fazer o pino. Agora é só reunir as condições adequadas em termos de logística e de agenda para poder tirar a tal foto tão aguardada.
Muitas são as sugestões que ouvimos frequentemente na praça pública. Pedro Abrunhosa não se coibiu, em tempos, de sugerir um pragmático “talvez foder”. Devemos atentar, porém, que o simples acto da fornicação, em si mesmo, não é condição suficiente (embora seja condição necessária, pois, apesar de podermos considerar a inseminação artificial como um método alternativo, nada é mais simples e barato que a introdução determinada de um pénis vigoroso numa vagina acolhedora). Copular em larga escala não garante, pois, por si só, a subida da taxa de natalidade. Com efeito, e face aos diversos métodos contraceptivos disponíveis, hoje em dia é perfeitamente possível manter relações heterossexuais sem o temível receio de conceber uma criatura. Isto já para não falar nas escolhas alternativas de sexualidade, de que é exemplo máximo a homossexualidade (esses bem podem foder como se não houvesse amanhã, que nunca hão-de conseguir contribuir para aumentar o número de criancinhas).
Outras mentes mais infantis (hoje em dia só mesmo criancinhas de muito tenra idade) poderão pensar numa solução mais ecológica, nomeadamente na criação de condições infra-estruturais para o incremento da população de cegonhas. Obviamente isto não resulta, pois como toda a gente sabe, com os constrangimentos relacionados com a gripe das aves, hoje em dia não é permitido o tráfego aéreo internacional de cegonhas, ainda que dentro do espaço Schengen. Isto inviabiliza por completo as viagens das cegonhas de França para Portugal, ainda para mais transportando bebés. Seria terrível se uma cegonha portadora do vírus H5N1 deixasse cair um bebé em pleno voo ao abrir o bico para espirrar.
Outras soluções, mais ou menos elaboradas, são apontadas por sectores distintos da sociedade, desde incentivos financeiros à natalidade, combate à precariedade no emprego, construção de mais creches e jardins-de-infância, entre outras medidas. Penso que todas estas medidas podem dar um contributo para que haja mais crianças, mas devo confessar algum cepticismo quanto ao seu grau eficácia. Na verdade, penso que o contributo global destas medidas seria diminuto, sobretudo no curto prazo.
E é por tudo isto que eu penso ser forçosa a tomada de medidas mais radicais, que garantam de facto, e tão cedo quanto possível, um aumento sustentável e evidente da taxa de natalidade. As soluções que preconizo ficam para um próximo post, deixando no ar esta questão em aberto, para reflexão de todos quantos lêem este blog.
Aproveito para informar que já consigo fazer o pino. Agora é só reunir as condições adequadas em termos de logística e de agenda para poder tirar a tal foto tão aguardada.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Pinar não é fácil
Quando lancei o passatempo sobre a foto a ser publicada neste blog estava longe de imaginar a alhada em que me estava a meter. A alternativa vencedora, que me obriga a tirar uma foto a fazer o pino, colocou-me perante uma verdadeira tarefa hercúlea. Fazer o pino não é tão fácil como parece. Longe vão os tempos em que eu, sem qualquer hesitação ou dificuldade, me lançava no abismo e ficava de pernas para o ar. Era um verdadeiro pinante.
Agora as coisas estão mais complicadas. Em dez tentativas consecutivas obtive o mesmo número de insucessos. Tenho as atenuantes de já não tentar há muito tempo (um gajo perde a prática e depois é lixado), de estar de botas (sempre é um peso extra), de ter tentado num espaço muito reduzido (muitas foram as vezes em que o movimento ascendente das minhas pernas foi travado por alguns vasos de flores que se encontravam próximos) e de ter acabado de chegar a casa depois de uma sessão de ginásio (completamente esgotado, naturalmente).
Prometo continuar a tentar, de preferência noutras circunstâncias mais propiciadoras do acto do pinanço propriamente dito. Assim que conseguir vou tentar tirar a foto (outra dificuldade, por ter que conseguir fazer o pino na janela de tempo adequada e no enquadramento espacial correcto).
Em jeito de desabafo, que diabo, mais valia tirar uma foto nu.
Agora as coisas estão mais complicadas. Em dez tentativas consecutivas obtive o mesmo número de insucessos. Tenho as atenuantes de já não tentar há muito tempo (um gajo perde a prática e depois é lixado), de estar de botas (sempre é um peso extra), de ter tentado num espaço muito reduzido (muitas foram as vezes em que o movimento ascendente das minhas pernas foi travado por alguns vasos de flores que se encontravam próximos) e de ter acabado de chegar a casa depois de uma sessão de ginásio (completamente esgotado, naturalmente).
Prometo continuar a tentar, de preferência noutras circunstâncias mais propiciadoras do acto do pinanço propriamente dito. Assim que conseguir vou tentar tirar a foto (outra dificuldade, por ter que conseguir fazer o pino na janela de tempo adequada e no enquadramento espacial correcto).
Em jeito de desabafo, que diabo, mais valia tirar uma foto nu.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Candidata VIP #1
O prometido é devido. Apresento-vos, meus caros leitores (gajas e gajos, mas sobretudo gajos e lésbicas, por razões óbvias, que saltam à vistam), a minha primeira candidata a noiva.

Chama-se Anna Semenovich e é a principal razão pela qual eu votaria Manuel João Vieira para a presidência da República (relembro que foi ele que prometeu uma patinadora russa para cada português, caso fosse eleito). Recentemente integrou também a girls-band russa Blestyaschiye (podem dizer “santinho” porque eu estou mesmo constipado) e já deu os primeiros passos como actriz. É, pois, uma rapariga muito dotada (a foto não me deixa mentir), com qualidades mais do que suficientes para que eu a considere como uma candidata muito séria para o anunciado enlace matrimonial.
Tenho muita pena que o mês de Novembro esteja a terminar, pois o virar de página do calendário que tenho no meu quarto vai retirar de cena esta miúda, que todos os dias me faz acordar muitíssimo bem-disposto. É esta a razão pela qual eu decidi agraciar esta monumental mulher com o privilégio de ser a primeira candidata (ainda que ela não saiba).
Chamo a atenção, apenas aos mais distraídos, para o fenomenal par de… olhos. E recomendo uma pesquisa mais volumosa num qualquer motor de busca, para quem quiser confirmar os dotes da moça (se é que ainda restam dúvidas).
Chama-se Anna Semenovich e é a principal razão pela qual eu votaria Manuel João Vieira para a presidência da República (relembro que foi ele que prometeu uma patinadora russa para cada português, caso fosse eleito). Recentemente integrou também a girls-band russa Blestyaschiye (podem dizer “santinho” porque eu estou mesmo constipado) e já deu os primeiros passos como actriz. É, pois, uma rapariga muito dotada (a foto não me deixa mentir), com qualidades mais do que suficientes para que eu a considere como uma candidata muito séria para o anunciado enlace matrimonial.
Tenho muita pena que o mês de Novembro esteja a terminar, pois o virar de página do calendário que tenho no meu quarto vai retirar de cena esta miúda, que todos os dias me faz acordar muitíssimo bem-disposto. É esta a razão pela qual eu decidi agraciar esta monumental mulher com o privilégio de ser a primeira candidata (ainda que ela não saiba).
Chamo a atenção, apenas aos mais distraídos, para o fenomenal par de… olhos. E recomendo uma pesquisa mais volumosa num qualquer motor de busca, para quem quiser confirmar os dotes da moça (se é que ainda restam dúvidas).
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Férias!
Estou de férias! Não me apetece fazer um caralho! Mas vou tentar dedicar mais atenção à busca pela minha noiva. Pode ser que a encontre por aí, num destes gélidos dias de Outono, que os nossos olhares se cruzem e que o casamento fique de imediato inscrito nas páginas do destino. E pode ser também que eu consiga finalmente pinar, de modo a dar cumprimento ao resultado da sondagem já concluída, e que tenha o ânimo que me tem faltado para apresentar a primeira candidata a noiva. De qualquer forma, esta longa espera vai ser devidamente recompensada...
E antes que me esqueça, devo informar os meus parcos mas respeitáveis leitores que concluí na passada sexta-feira a bonita idade de 1550 semanas de existência. Muitos dirão que já tenho idade para ter juízo. Mas a esses só poderei deixar o meu pedido de desculpas antecipado pela desilusão que lhes possa causar.
E já agora, feliz Natal!
E antes que me esqueça, devo informar os meus parcos mas respeitáveis leitores que concluí na passada sexta-feira a bonita idade de 1550 semanas de existência. Muitos dirão que já tenho idade para ter juízo. Mas a esses só poderei deixar o meu pedido de desculpas antecipado pela desilusão que lhes possa causar.
E já agora, feliz Natal!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O regresso do noivo
Peço desculpa pela ausência nos últimos dias. Tive uns problemas informáticos para resolver e fui forçado a manter o silêncio. Mas já é tempo de tirar o sono a mais uns quantos indivíduos com a verborreia mental que me assiste. A inspiração vai voltar a iluminar-me o espírito e as postas vão regressar em força (se não for de outra forma, que seja no prato, pois até já falta pouco para o Natal).
Em breve será anunciada a primeira candidata a noiva. E, claro, eu não me esqueci da tal foto do pino...
Em breve será anunciada a primeira candidata a noiva. E, claro, eu não me esqueci da tal foto do pino...
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